entrevista apro2Qual foi o maior desafio do seu serviço, com a criação da ULSAR?
Foram vários os desafios. O mais importante é que desde o primeiro dia de ULSAR, a 1 de janeiro de 2024, o Serviço de Aprovisionamento foi capaz de satisfazer as necessidades dos seus novos clientes e estabelecer com eles os níveis de articulação e comunicação necessários, garantindo o fornecimento de bens e serviços de forma atempada.
Por outro lado, alcançámos o grande desafio de estender o processo logístico, em semelhança ao já existente nos hospitais do Barreiro e do Montijo, aos Cuidados de Saúde Primários, passando este a integrar cerca de 40 novos clientes internos. Situação que implicou definir novos circuitos logísticos; “desenhar” uma nova aplicação informática; uniformizar o mestre de artigos; conhecer os consumos das novas Unidades dos Cuidados de Saúde Primários para definição de perfis de consumos e dar formação às equipas.
Tudo isto, assente numa logística à distância em que houve necessidade de incorporar uma nova variável no processo: a gestão de frota necessária para distribuir bens até cerca de 63 km de distância da sede da ULSAR.
Diria que foi um êxito e a missão foi integralmente cumprida apesar das diferentes culturas organizacionais.


E a melhor oportunidade?
A melhor oportunidade foi investir no controlo dos níveis de stock e na uniformização de processos. Vejamos, ao nível dos stocks, foi possível reduzir para metade as existências em cada armazém periférico nas Unidades de Cuidados de Saúde Primários, concorrendo para a boa gestão e combate ao desperdício, alterando assim a metodologia de registos, a periodicidade do picking e consequentemente a redução do custo final dos bens consumidos, com maior satisfação dos clientes internos.
Também ao nível das pessoas, existiu como oportunidade, receber, formar e integrar estes novos clientes, com o desafio de responder a estas novas necessidades e especificidades, que não nos eram conhecidas e num tempo record.

Perspetivas de futuro?
Existem, ainda, muitas oportunidades de melhoria, noutras áreas de consumo e de processos.
A área da impressão e cópia; a modernização e investimento na rede de frio e de instrumental cirúrgico; a melhoria de registos e otimização de processos. Estamos confiantes num crescimento conjunto!